Arquivos mensais junho 2013

Entrevistandro com Sandro – Luciana Boni

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Não vou escrever uma minibiografia do tipo “Luciana Boni é natural de São Paulo e nasceu…”. Não. Isso não explicaria quem é Luciana Boni (ou Lucy pra mim). Aliás, acho que ninguém conseguiria escrever sobre quem ela é ou explicá-la. Mea culpa, talvez eu seja um péssimo escritor e não consiga descrever essa “personagem” tão complexa e cheia de nuances.

Luciana Boni é escritora maravilhosa, professora amadíssima, amiga compulsiva, blogueira ativa (http://justlucysbooks.blogspot.com.br, http://temporadadeseries.com.br, entre outros) , etc, etc, etc, mas não é por isso que ela está aqui. E nem por ser uma de minhas melhores amigas e que eu amo. É porque… Luciana Boni é Luciana Boni, alguém que urgentemente deve apresentar um talk show em um canal a cabo.

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A ideia das entrevistas…

Decidi fazer algo diferente por aqui. Adoro biografias. Adoro programas de entrevistas. Então decidi usar esse meu espaço pra perguntar a quem eu quero, coisas que tenho curiosidade. Sim, a quem eu quero. Não vou ficar entrevistando celebridades – até porque não tenho acesso a maioria delas. E também, não são todas que eu tenho curiosidade de saber algo. E as minhas entrevistas serão com pessoas que eu admiro. Serão apenas 10 perguntas que tive vontade de fazer e vamos lá!

Camera 360

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Meus personagens…

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Os meus textos, de alguma forma, sempre falam sobre relações. Pode ser a relação entre um pum e uma brisa, pode ser a relação entre dois espíritos, entre um homem e uma mulher, … Nunca pensei em escrever sobre ficção científica – a não ser que seja talvez como O Homem Bicentenário. Na verdade, eu me interesso por pessoas e esse é um universo vastíssimo, onde você consegue contar, por exemplo, a história de um homem descobrindo seu amor por um mulher dezenas de vezes, milhares de vezes e sempre de forma diferente e única. As pessoas são totalmente diferentes uma das outras e é excepcional brincar um pouquinho de deus e colocar esses dois seres diferentes em uma situação e ver como eles irão se comportar, como irão reagir, que caminho eles vão seguir.

Um leigo ...

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Obrigado!

Eu queria tanto ter palavras pra agradecer a todos que compareceram na tarde de autógrafos do meu livro, mas por mais que tente, não consigo… então vai apenas um obrigado. Apenas, pois é só uma palavra, mas com um significado tão grande que vocês nem podem imaginar. Queria poder abraçar forte – de novo – cada um de vocês. Obrigado. Obrigado. Obrigado.

Obrigado também a todos que estavam lá de coração, que me mandaram mensagens lindas justificando sua ausência. Vocês com certeza estavam lá, na minha cabeça e no meu coração. Obrigado.

 

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Abrace o seu!

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Música de “O Coala Caolho e Outros Contos”

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O Morto Vivo

Li esse texto há muito tempo em um livro, onde não se diz quem é o autor dessa pérola, que eu adoro…

“Era noite, chovia, o Sol raiava.
Elefantes pulando de galho em galho
E o frio, tal calor comunicava
Que de nada servia o agasalho.

Vindo do norte, o vento sul soprava,
Trazendo um cheiro horripilante.
Ouvia a voz de um mudo que falava,
Era o cadáver de um morto agonizante.

Um homem velho em plena juventude,
Com um careca enorme e cabeluda,
Morrera enfermo, cheio de saúde,
Sorrindo à toa de expressão suicida.

Aconcheguei-me e de longe perguntei-lhe admirado:
“Quanto tempo estás aqui, neste lugar?”
Silêncio… vejam só que mal-criado!
O defunto teimava em não falar.

Fiquei fulo de raiva. Minha face
Enrugou-se, esticando-se demais.
Ninguém passava ali, mas se passasse,
Passava adia...

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Não sou muito bom com poesia…

“Eu nunca mais sonhei com você.
E era onde eu voltava para o que pertenço.
Mas talvez em uma defesa orgânica
Isso me foi impedido.
Para que, pelo menos por algumas horas,
A dor cesse.
Eu nunca mais sonhei com você
Enquanto durmo.”

 

“Não é quando esfria e o céu escurece, como se bravo
Não é quando o mundo pesa sobre os meus ombros fazendo com que eu me curve
Não é quando abraço o travesseiro no meio da noite embaixo do cobertor
Não é quando preciso da sua mão em meu rosto em um afago

Eu preciso de você em um dia feliz, em um sonho colorido
Num dia de sol com brisa ligeira
Em gargalhadas perdidas pelo chão
Eu preciso de você quando estou inteiro.
Mas os pedaços precisam ser encontrados.

Esse é o problema do infinito.”

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Ariclê Perez

Tive a grande honra de trabalhar durante alguns meses com a querida Ariclê Perez. Uma pessoa que se mostrava séria, serena e até mesmo sisuda em entrevistas, mas que era uma alegria, com um humor impagável. Se movia como uma fada, parecia que flutuava. Escreveu uma peça de teatro – um maravilhoso texto chamado “Criador e Criatura”, onde ela fazia Capitu e Nelson Xavier fazia Machado de Assis – a mão e precisava de alguém que digitasse o seu texto, conforme ia falando e alterando.

E em meio a minhas digitações e xícaras de café, me disse:

Querido, se você gosta de escrever, deve escrever todos os dias. Nem que seja um bilhete. Nem que seja uma lista de compras. Escreva. Sempre. Todos os dias. É assim que funciona.

E aqui estou eu. Obrigado, Ariclê. Saudade. Te amo.

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Amor…

“(…)Encontraram na praia duas pequenas baleias-jubarte encalhadas na areia.
A maior, um macho, estava ferida e sua orelha esquerda sangrava abundantemente. A outra parecia bem de saúde. As marés não eram violentas ali e dava a impressão de que as baleias podiam voltar para alto-mar se quisessem. Durante 48 horas, a guarda costeira tentou salvar o animal são, arrastando-o para o mar com a ajuda de pequenos barcos e cordas.
Porém, toda vez que a levavam para a água, a fêmea lançava gritos chorosos e, infalivelmente, voltava para a companhia do macho no raso, buscando a proximidade dele como se desejasse criar ao seu redor uma barreira protetora.
Na manhã do terceiro dia, o macho finalmente morreu e, uma vez mais, procuraram devolver a baleia sobrevivente ao mar...

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