Quando os anjos falam…

Nunca houve um planejamento para escrever “O Coala Caolho e Outros Contos”. Não acordei um dia e decidi que ia escrever sobre bullying para crianças, que teria esse nome e que seria dessa forma e tal…

Os contos foram surgindo, escritos em épocas diferentes, e quando eu tinha vários, percebi que eles falavam do mesmo tema: diferenças. E nunca tinha visto nenhum livro infantil que falasse sobre bullying, diferenças, sem ser “didático” no pior sentido.

Quando o livro aconteceu, tive vários feedbacks positivos de várias pessoas, o que me deixou feliz, mas não sabia se as “mensagens” contidas no texto chegavam onde eu queria, se no meio de toda a fantasia havia espaço para que o que eu queria ficasse guardado em algum lugar na alma das crianças que lessem.

Uma psicóloga chegou a me dizer que crianças não entenderiam a mensagem… Fiquei sem saber.

Muito tempo se passou. Minha amiga Sabrina Vianna sempre falou em um espetáculo sobre o livro pelo qual ela se apaixonou, mas confesso que não pensava nisso. Até que aconteceu.

E hoje foi a estreia, na APAE da Penha, em Santa Catarina, para uma plateia de crianças com síndrome de down. E foi um sucesso! Eles amaram! Vários comentários deles, um chegou a dizer que queria ser jornalista igual ao Coala Caolho.

Mas o que eu tanto queria saber, finalmente me foi dito. E da maneira mais especial possível.

 

Um dos contos é sobre Mariana, uma coelha da páscoa que nasceu sem orelha e que por isso tinha vergonha de aparecer, de entregar os ovos, etc.

E no meio da apresentação, uma menina foi até a Sabrina e bem pertinho disse “Pára Mariana… você é linda como eu…”

E disse que agora só queria ganhar ovos de páscoa dela.

 

Alguns religiosos dizem que alguns anjos se disfarçam para passar suas mensagens da melhor maneira.

 

Sim, eu entendi. E chorei. E sou muito grato por isso.

 

Muito obrigado…

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